
MEV NA PRÁTICA
A prática fundamentada na MEV permite a atuação em diversos cenários, desde atendimentos individuais e em grupos no consultório, ou mesmo dentro de empresas e organizações e até em atividades sociais, com a saúde planetária.
Os 6 pilares da MEV são inclusive bastante óbvios. A questão é como lidamos, tanto na medicina, nas organizações e também como sociedade, a partir desse conhecimento.
Além disso, a MEV é uma abordagem que pode ser utilizada por médicos e por outros profissionais da saúde, sem estar atrelada a uma especialidade específica.
Aqui vou trazer como a MEV se diferencia de outras abordagens na medicina:
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Uma das principais mudanças que a MEV traz é na relação médico-paciente.
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O médico deixa a postura predominantemente prescritiva para escutar e se tornar parceiro do paciente.
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Da mesma forma, o paciente deixa de simplesmente obedecer, se torna ativo e corresponsável pela sua saúde.
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O foco da MEV é na saúde.
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O acompanhamento deixa de ser centrado majoritariamente no tratamento medicamentoso das doenças, e passa a se ocupar com a incorporação de hábitos mais funcionais para uma vida mais saudável, e assim atuará no cerne de fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.
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Quando o atendimento deixa de ser centrado na doença, o médico passa a cuidar da pessoa que se apresenta a ele e a olhar para as mais diversas esferas de sua vida: família, amizades, lazer, trabalho, autocuidado, espiritualidade, propósitos.
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Assim, o médico que tem sua prática fundamentada na MEV, atua como um gestor de saúde.
O maior desafio na MEV não é convencer as pessoas da importância do estilo de vida na saúde, mas sim auxiliar na motivação para a mudança das crenças e de comportamentos que sustentam um estilo de vida desfavorável.
DESMISTIFICANDO A MEV
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MEV não é medicina complementar nem integrativa
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A MEV não traz uma visão complementar à medicina convencional, mas puxa o foco para as causas das doenças crônicas não transmissíveis, na intenção de abordar os fatores de risco modificáveis.
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Muita confusão já é feita sobre o que é a medicina integrativa, e não é a intenção deste material se aprofundar na temática. Entretanto, vale ressaltar que a MEV, apesar de olhar o ser humano como um todo e dentro de seu contexto, não se propõe como medicina integrativa. Algumas práticas integrativas, contudo, como o mindfulness (atenção plena), por exemplo, já com comprovação científica em diversos cenários - tais como ansiedade, depressão, alterações cognitivas, dor e outros -, podem ser usadas pela MEV, a fim de auxiliar no tratamento e prevenção de doenças e na promoção de saúde.
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MEV não é prescrição de suplementos
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A reposição de suplementos dentro da abordagem da MEV é prescrita de forma criteriosa, de acordo com as deficiências encontradas.
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Neste ponto, a MEV pode inicialmente desapontar quem busca pela “pílula mágica”, no entanto, oferecerá ferramentas mais efetivas ao estimular a autonomia e favorecer as mudanças de hábitos que, estas sim, podem levar à melhora qualidade de vida e bem estar.
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MEV não é contra o uso de medicamentos
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A MEV não se contrapõe aos avanços da medicina. Apenas reforça seu uso criterioso, e enfatiza a importância de não apenas medicar, mas sim olhar para a pessoa a como um todo, e abordar os fatores de risco que estão na raiz da doença.
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A MEV evidencia que um estilo de vida saudável é capaz de promover saúde, além de fornecer ferramentas, em geral mais baratas e com menos efeitos colaterais, para a prevenção e tratamento de doenças, possibilitando a redução, e eventual retirada, de algumas medicações.
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MEV não é imposição para dieta vegetariana
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Estudos mostram que as dietas plant-based, ou seja, ricas em alimentos de origem vegetais, que inclua hortaliças, frutas, leguminosas, oleaginosas e cereais integrais, o mais próximo de sua forma in natura são mais saudáveis no que se refere à prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis e à promoção de saúde.
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A MEV estimula a adoção de uma dieta plant-based, o que não implica, necessariamente, na exclusão de produtos de origem animal, mas sim na recomendação de que seja feita uma redução neste consumo.
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